| RADIOCOMUNICAÇÕES |
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| | VHF | MF/HF | GMDSS | EPIRB | MANUAL DE RADIOCOMUNICAÇÕES | |
Se existem equipamentos a bordo das embarcações que assumem especial importância em todos os aspectos são sem qualquer dúvida aqueles destinados ás comunicações, sejam elas efectuadas com estações em Terra ou com outras embarcações que por esses mares navegam permanentemente
Os meios de comunicação instalados a bordo, sejam eles de HF ou de VHF, assumem, no entanto, duas funções cujas características são extremamente importantes, diríamos mesmo vitais e que por esse mesmo facto nos merecem algumas considerações especiais.
1º - As comunicações de SOCORRO, URGÊNCIA e de SEGURANÇA:

A comunicação de socorro
somente deve ser efectuada quando uma embarcação se encontrar sob a ameaça de
um perigo grave e eminente necessitando de ajuda IMEDIATA.
O Skipper, Mestre, Arrais ou Patrão de uma embarcação navegando no mar e que
receba uma mensagem de socorro, é obrigado pela lei internacional a
dirigir-se a toda a velocidade em socorro das pessoas em perigo,
informando-as, se possível, desse facto.
A comunicação de socorro somente poderá ser emitida por ordem do Skipper ou
responsável máximo pela embarcação.
O procedimento normal de uma COMUNICAÇÃO DE SOCORRO é o que a seguir se
transcreve:
I - PEDIDO
| 1. Ligar o sinal de alarme se existir; |
|
2. Emitir a chamada de socorro no canal 16 de VHF ou em
2.182 KHz em MF com a potência máxima: MAYDAY
- MAYDAY - MAYDAY
|
| 3. Dizer AQUI |
| 4. Repetir 3 vezes o nome da embarcação ou o indicativo de chamada atribuído pelo Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos. |
| 5. Repetir: MAYDAY - AQUI - nome / indicativo de chamada. |
| 6. Informar: POSIÇÃO DA EMBARCAÇÃO, NATUREZA DO ACIDENTE e TIPO DE AJUDA PRETENDIDA. |
| 7. A partir deste momento e ate acabar o tráfego de socorro, no início de qualquer emissão deverá ser usada a palavra MAYDAY, quer pela embarcação que pediu socorro quer pela estação ou embarcação que presta o socorro. |
II - RESPOSTA
Qualquer embarcação que
tenha escutado um pedido de socorro e não tenha dúvidas que está perto da
embarcação em perigo e que tenha possibilidades de a socorrer, tem de
responder dando o "RECEBIDO".
No entanto deve aguardar um pequeno intervalo de tempo para permitir que
qualquer estação costeira responda.
| 1. Responder no mesmo canal ou frequência onde foi feito o pedido de socorro; |
| 2. Dizer MAYDAY e três vezes o nome da embarcação em perigo ou o seu indicativo de chamada; |
| 3. Dizer AQUI seguido do nome ou indicativo de chamada; |
| 4. Dizer RECEBIDO MAYDAY; |
| 5. Logo que possível informar a embarcação em perigo da posição da embarcação que socorre, sua velocidade e hora provável de chegada ao local do acidente. |

A comunicação de urgência
deve ser utilizada quando a estação a bordo da embarcação tem uma mensagem
muito urgente que diz respeito à SEGURANÇA de uma embarcação ou de alguma
pessoa que esteja a bordo, como por exemplo a existência de um doente ou
sinistrado a bordo.
A comunicação de socorro somente poderá ser emitida por ordem do Skipper ou
responsável máximo pela embarcação.
|
1. Emitir o sinal de emergência no canal 16 de VHF ou em
2.182 KHz em MF com a potência máxima: PANEPANE
- PANEPANE - PANEPANE
|
| 2. Dizer AQUI |
| 3. Repetir 3 vezes o nome da embarcação ou o indicativo de chamada atribuído pelo Instituto Marítimo Portuário. |
| 4. Repetir: PANEPANE - AQUI - (nome / indicativo de chamada). |
| 5. Informar: POSIÇÃO DA EMBARCAÇÃO, NATUREZA DA URGÊNCIA. |
| 6. Se a mensagem de urgência for curta deverá ser emitida nas frequências de URGÊNCIA. Se for longa deverá ser emitida num canal de trabalho, o qual deverá ser anunciado no final da chamada de urgência. |

|
1. Emitir o sinal no canal 16 de VHF ou em
2.182 KHz em MF com a potência máxima: SECURITÊ
- SECURITÊ - SECURITÊ |
| 2. Dizer AQUI |
| 3. Repetir 3 vezes o nome da embarcação ou o indicativo de chamada atribuído pelo Instituto Marítimo Portuário. |
| 4. Repetir: SECURITÊ - AQUI - (nome / indicativo de chamada). |
| 5. Informar: POSIÇÃO DA EMBARCAÇÃO e NATUREZA DO AVISO DE SEGURANÇA. (normalmente um AVISO á NAVEGAÇÃO) |
| 6. A mensagem de segurança deve ser feita num canal de trabalho depois de anunciada no canal 16 ou em 2.182 KHz |
VHF - Very Hight Frequencies
O
chamado "VHF" é um emissor - receptor
de FM, funcionando em frequências altas, também conhecido por radiotelefone e que é
instalado a bordo das
embarcações, para a segurança das mesmas e dos seus tripulantes, podendo
ajudar em operações de salvamento.
O rádio VHF é o mais utilizado em navegação costeira e o seu alcance pode ir
até ás 25 milhas, dependendo da potência do aparelho e das condições
atmosféricas. O seu preço mais reduzido e a normal ausência de ruídos devido
ao modo de emissão em FM, são algumas das suas vantagens,
O comandante da embarcação é sempre o responsável pelas comunicações mesmo
que não seja certificado como radiotelefonista.
1. UTILIZAÇÃO
A utilização do
equipamento de VHF requer autorização, homologação e vistoria prévia do
IPTM - Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.
Depois de autorizada a instalação, deve ser requerida uma inspecção a fim de
ser concedida a Licença da Estação, na qual consta o indicativo de
chamada (código de 4 letras ou 4 letras e 1 número), o
qual deve sempre ser utilizado pelo operador em todas as comunicações.
Ás embarcações portuguesas foi internacionalmente atribuído o prefixo CR.
A licença emitida pelo IPTM deve ser afixada junto do VHF assim como o conjunto
das letras e números que compõem o indicativo da estação.
2. INSTALAÇÃO
O equipamento de VHF deverá
ser instalado junto ao local de governo da embarcação e deverá também ser
alimentado por uma bateria exclusiva ao equipamento e colocada sempre a um
nível superior ao da linha de água.
A antena, por sua vez deve ser colocada o mais alto possível, de preferência
no topo do mastro, uma vez que as emissões em VHF são efectuadas em linha
recta e como tal muito sensíveis a todos os obstáculos naturais ou
artificiais.
Para segurança de toda a instalação deverá ser colocado um extintor de pó
químico (1Kg) junto ao radiotelefone.
3. FUNCIONAMENTO
No mar e sempre durante a
navegação, o radiotelefone ou VHF deverá estar permanentemente em escuta no
CANAL 16, o qual somente poderá ser utilizado para chamadas de socorro,
urgência e segurança.
O CANAL 16 pode ser utilizado para efectuar uma chamada rápida a outra
estação, indicando outro canal para trabalho e deixando livre aquele canal de
emergência.
Não é permitida a utilização do VHF sem autorização, assim como a
utilização de sinais ou códigos que não sejam os pré - definidos na Lei. É
também proibida a utilização de expressões ou palavras ofensivas e
contrárias aos bons costumes.
4. CÓDIGO FONÉTICO
Em comunicações rádio
deve ser sempre utilizado o código fonético quando se pretende transmitir
informações passíveis de serem confundidas ou mal interpretadas.
Para relembrar aqui deixamos o CÓDIGO INTERNACIONAL:
| A | ALFA | M | MIKE | W | WHISKY |
| B | BRAVO | N | NOVEMBER | Z | ZULO |
| C | CHARLIE | O | OSCAR | 0 | ZERO |
| D | DELTA | P | PAPA | 1 | ONE |
| E | ECHO | Q | QUEBEC | 2 | TWO |
| F | FOXTROT | R | ROMEO | 3 | THREE |
| G | GOLF | S | SIERRA | 4 | FOUR |
| H | HOTEL | T | TANGO | 5 | FIVE |
| I | ÍNDIA | U | UNIFORM | 6 | SIX |
| J | JULIET | V | VICTOR | 7 | SEVEN |
| K | KILO | X | X-RAY | 8 | EIGHT |
| L | LIMA | Y | YANKEE | 9 | NINE |
5. CANAIS E FAIXAS DE
FREQUÊNCIAS DE VHF MARÍTIMO
( Portaria
nº 630/2002 de 12 de Junho )
| CANAL |
FUNÇÃO |
CANAL |
FUNÇÃO |
| 01 | Autoridade Portuária | 60 | Autoridade Portuária |
| 02 | Novas tecnologias | 61 | Novas tecnologias |
| 03 | Novas tecnologias | 62 | Novas tecnologias |
| 04 | Novas tecnologias | 63 | Novas tecnologias |
| 05 | Autoridade Portuária | 64 | Escolas de Formação Náutica |
| 06 | Navio/navio | 65 | Novas tecnologias |
| 07 | Marinha de Guerra | 67 | Operações de busca e salvamento |
| 08 | Navio/Navio (manobras) | 68 | Tráfego marítimo portuário |
| 09 | NAVEGAÇÃO DE RECREIO | 69 | Tráfego marítimo costeiro |
| 10 | Manobra de navios | 70 | Chamada Selectiva Digital |
| 11 | Entidades Oficiais | 71 | Manobra de navios |
| 12 | Chamada portuária | 72 | Pesca Navio/Navio |
| 13 | Segurança Navegação | 73 | Tráfego marítimo portuário |
| 14 | Serviço de Pilotagem | 74 | Tráfego marítimo portuário |
| 15 | Comunicações internas a bordo | 75 | Pesca Navio/Navio |
| 16 | Socorro, Urgência, Segurança | 76 | Docas e Estaleiros |
| 17 | Comunicações internas a bordo | 77 | Controle de Navegação |
| 18 | Controlo de tráfego marítimo | 78 | Controle de Navegação |
| 19 | Sistema de autoridade marítima | 79 | Navio / Terra |
| 20 | Operações portuárias | 80 | Desmagnetização |
| 21 | GNR - Brigada Fiscal | 81 | Navio / Terra |
| 22 | Controlo de tráfego marítimo | 82 | Marinha |
| 23 | Correspondência Pública | 83 | Correspondência pública |
| 24 | Correspondência Pública | 84 | Actividades de apoio a navios |
| 25 | Correspondência Pública | 85 | Correspondência pública |
| 26 | Correspondência Pública | 86 | Correspondência pública |
| 27 | Correspondência Pública | 87 | Sistema AIS local |
| 28 | Correspondência Pública | 88 | Sistema AIS local |
| AIS1 | Sistema AIS nacional | ||
| AIS2 | Sistema AIS nacional |
6. CANAIS E FAIXAS DE FREQUÊNCIAS DE VHF MARÍTIMO
| CANAL |
Frequência |
Frequência |
CANAL |
Frequência |
Frequência |
| 01 | 156.050 | 160.650 | 60 | 156.025 | 160.625 |
| 02 | 156.100 | 160.700 | 61 | 156.075 | 160.675 |
| 03 | 156.150 | 160.750 | 62 | 156.125 | 160.725 |
| 04 | 156.200 | 160.800 | 63 | 156.175 | 160.775 |
| 05 | 156.250 | 160.850 | 64 | 156.225 | 160.825 |
| 06 | 156.300 | 156.300 | 65 | 156.275 | 160.875 |
| 07 | 156.350 | 160.950 | 66 | 156.325 | 160.925 |
| 08 | 156.400 | 156.400 | 67 | 156.375 | 156.375 |
| 09 | 156.450 | 156.450 | 68 | 156.425 | 156.425 |
| 10 | 156.500 | 156.500 | 69 | 156.475 | 156.475 |
| 11 | 156.550 | 156.550 | 70 | DSC | 156.525 |
| 12 | 156.600 | 156.600 | 71 | 156.575 | 156.575 |
| 13 | 156.650 | 156.650 | 72 | 156.625 | 156.625 |
| 14 | 156.700 | 156.700 | 73 | 156.675 | 156.675 |
| 15 | 156.750 | 156.750 | 74 | 156.725 | 156.725 |
| 16 | 156.800 | 156.800 | 75 | 156.775 | |
| 17 | 156.850 | 156.850 | 76 | 156.825 | |
| 18 | 156.900 | 161.500 | 77 | 156.875 | 156.875 |
| 19 | 156.950 | 161.550 | 78 | 156.925 | 161.525 |
| 20 | 157.000 | 161.600 | 79 | 156.975 | 161.575 |
| 21 | 157.050 | 161.650 | 80 | 157.025 | 161.625 |
| 22 | 157.100 | 161.700 | 81 | 157.075 | 161.675 |
| 23 | 157.150 | 161750 | 82 | 157.125 | 161.725 |
| 24 | 157.200 | 161.800 | 83 | 157.175 | 161.775 |
| 25 | 157.250 | 161.850 | 84 | 157.225 | 161.825 |
| 26 | 157.300 | 161.900 | 85 | 157275 | 161.875 |
| 27 | 157.350 | 161.950 | 86 | 157.325 | 161.925 |
| 28 | 157.400 | 162.000 | 87 | 157.375 | 161.975 |
| 88 | 157.425 | 162.025 | |||
| AIS1 | 161.975 | 161.975 | |||
| AIS2 | 162.025 | 162.025 |
NOTA: Esta
tabela é a Tabela Internacional de relação entre os canais e as respectivas
frequências de emissão e de recepção.
Em alguns países, como nos Estados Unidos, as frequências de recepção são
iguais às frequências de emissão em todos os canais com excepção dos canais
24 a 28 e 84 a 87, os quais são idênticos aos da Tabela Internacional.
HF - Hight Frequencies
A bordo de uma embarcação devem haver meios de comunicação
rádio para que, em qualquer caso de emergência, seja possível contactar outra
embarcação ou uma estação terrestre para obtenção do apoio necessário.
O emissor - receptor de MF é usado principalmente em navegação oceânica e o
seu alcance pode ir até cerca de 200 milhas ou mais, dependendo da potência de
saída do equipamento, do tipo de antena utilizado nas condições atmosféricas no momento e também da
hora (dia ou noite).
A possibilidade de efectuar comunicações a grandes distâncias é sem dúvida
o aspecto mais importante e a maior vantagem do emissor - receptor de MF.
Tal como o VHF, a instalação e a utilização do
emissor - receptor de MF, requer autorização do IPTM - Instituto Portuário e
dos Transportes Marítimos, o qual, após vistoria e aprovação emitirá uma Licença de
Estação com o respectivo Indicativo de Chamada.
( ex: CRBK3 )
Este indicativo representa a identificação da estação a bordo e, em conjunto
com a Licença de Estação, deverá estar afixado junto do aparelho.
UTILIZAÇÃO DO EMISSOR - RECEPTOR DE HF
Regras Gerais
O equipamento de MF (SSB)
destina-se prioritariamente a ser utilizado em emergências, por isso deve,
manter sempre escuta na frequência de 2182 kHz.
Se por qualquer motivo não puder fazer escuta permanente deverá fazê-lo, pelo
menos, nos PERÍODOS DE SILÊNCIO ( os 3 minutos a seguir às horas e meias
horas).
É expressamente proibido fazer qualquer emissão na frequência de
2182kHz durante os períodos de silêncio, a não ser por comunicação de
socorro.
Convém recordar que sempre que escute o sinal de alarme radiotelefónico (sinal
de dois tons com a duração de 30 a 60 segundos) ou MAYDAY, PANEPANE ou
SECURITÊ, que correspondem aos pedidos de socorro, emergência e segurança,
deve terminar toda a comunicação, passando á escuta e prestar a ajuda
necessária.
Em navios equipados com chaves de telegrafia utilizando o código de MORSE
poderá escutar o pedido de socorro como "S.O.S." - constituído pela
emissão de 3 pontos seguidos de 3 traços e novamente de 3 pontos " ...
--- ...".
Alguns procedimentos que deverá respeitar:
1) Antes de comunicar deve
verificar se as frequências de escuta e de trabalho estão livres, isto é, se
não estão a ser utilizadas por outras estações;
2) Deve pensar previamente no que vai transmitir de modo a que a mensagem seja
curta e precisa;
3) Sempre que possível utilize uma potência de emissão reduzida;
4) Se a estação com a qual deseja comunicar tem escuta em 2182kHz e em outra
frequência, a sua chamada deve ser feita nesta última;
5) Recorde que NÃO PODE TRANSMITIR EM 2182 kHz DURANTE OS PERÍODOS DE
SILÊNCIO;
6) Ao efectuar uma chamada deve indicar TRÊS VEZES o indicativo de chamada da
estação ou navio que pretende contactar, seguido de "AQUI" e de
TRÊS VEZES o indicativo de chamada da sua embarcação;
EX: "MADEIRA RÁDIO, MADEIRA RÁDIO, MADEIRA RÁDIO AQUI
BRUMA, BRUMA, BRUMA".
7) Passe logo que possível para o canal de trabalho;
8) Fale com calma, pausadamente e de modo claro, para evitar a necessidade de
repetições e por consequência a perda de tempo;
9) Nas comunicações dever ser utilizadas as expressões de serviço;
10) Quando terminar a sua comunicação e esperar uma resposta da outra
estação, acabe a sua frase com a palavra ESCUTO;
11) Termine a sua comunicação com todas as estações utilizando a palavra
TERMINADO no final;
É Proibido:
» A utilização das frequências
para outros fins que não sejam os fixados no Plano
Nacional.
» A emissão em 2182 KHz durante os períodos de silêncio (três minutos
imediatamente a seguir a cada hora e a cada meia -hora);
» Premir o PTT ou botão do microfone no intervalo das emissões;
» Efectuar emissões nos portos ou quando fundeado junto á costa;
» Efectuar comunicações desnecessárias, emissão de música ou quaisquer
expressões contrária à boa moral;
» Utilização de códigos não autorizados ou enganadores.
Uso do HF fora dos portos:
No mar deve manter-se em escuta na frequência de 2182 KHz, salvo se estiver em ligação com uma estação costeira que faça escuta nesse canal;
Se navegarmos dentro da área de um estação de correspondência pública é possível, através do HF comunicar com a rede telefónica. Em Portugal as estações costeiras da MARCONI fornecem os seguintes serviços em Português, Francês e Inglês:
»
Ligações telefónicas com todos os países;
» Radiotelegramas telefonados;
» Conselhos médicos via rádio;
» Difusão de Avisos Horários (avisos aos navegantes);
» Previsões meteorológicas para a navegação (serviço
gratuito).
Também é possível a
qualquer assinante entrar em comunicações com uma embarcação, desde que se
encontre até 200 milhas da costa e esteja em escuta na frequência de 2182 kHz.
Neste caso o assinante deve indicar ao operador o nome da embarcação e a zona
provável de navegação.
A estação costeira da respectiva área chamará o navio naquela frequência e
passará á escuta. Logo que o contacto com a embarcação seja estabelecido
será indicada a frequência de trabalho e feita a ligação ao assinante.
As comunicações entre navios, e no mar, far-se-ão nos canais atribuídos e previstos no Plano Nacional.
Uso do HF no interior dos portos
Nos portos nacionais não é permitido efectuar comunicações em MF, salvo em acções tendo como objectivo o salvamento de navios ou a salvaguarda da vida humana, ou ainda quando estão em curso vistorias oficiais aos equipamentos.
QUADRO RESUMO DO PLANO
NACIONAL DE FREQUÊNCIAS
( Emissão )
|
Frequências |
UTILIZAÇÃO |
| 2.045 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA. Frequência internacional para comunicações com estações costeiras internacionais. |
| 2.048 | Trabalho em comunicações NAVIO - NAVIO. Frequência internacional para comunicações com navios estrangeiros e, em caso de necessidade, também pode ser utilizada para comunicações com estações estrangeiras. |
| 2.051 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA. Frequência internacional para comunicações com estações costeiras internacionais. |
| 2.054 | Trabalho em comunicações NAVIO -
TERRA. Frequência internacional para comunicações com estações costeiras internacionais. |
| 2.057 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA. Frequência internacional para comunicações com estações costeiras internacionais. |
| 2.069 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA. Ligação à rede telefónica pública com Lisboa -Rádio |
| 2.078 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA. Ligação com a estação costeira Olhão - Pesca. |
| 2.084 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA. Ligação com a estação costeira Aveiro - Pesca. |
| 2.105 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA. Ligação com a estação costeira Matosinhos - Pesca. |
| 2.111 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA em ligação á rede telefónica pública em serviço automático com Madeira - Rádio. |
| 2.114 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA. Ligação com a estação costeira Peniche - Pesca. |
| 2.126 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA. Ligação com a estação costeira Portimão - Pesca. |
| 2.182 | SOCORRO - URGÊNCIA - SEGURANÇA |
| 2.191 | Chamada como alternativa de 2182 Khz. Só deve ser utilizado quando aquela frequência estiver ocupada com tráfego de socorro. |
| 2.228 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA em ligação á rede telefónica pública com Madeira - Rádio. |
| 2.237 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA em ligação á rede telefónica pública em serviço automático com S. Miguel - Rádio. |
| 2.252 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA com as estações costeiras das Radionavais. |
| 2.266 | Trabalho em comunicações NAVIO - NAVIO, na zona centro do Continente, entre embarcações de pesca da sardinha e artesanal. |
| 2.335 | Trabalho em comunicações NAVIO - NAVIO, na zona norte do Continente, entre embarcações de pesca da sardinha e artesanal. |
| 2.341 | Trabalho em comunicações NAVIO - NAVIO entre todas as embarcações nacionais. |
| 2.347 | Trabalho em comunicações NAVIO - NAVIO, na zona sul do Continente, entre embarcações de pesca da sardinha e artesanal. |
| 2.353 | Trabalho em comunicações NAVIO - NAVIO entre barcos nacionais que não sejam das pescas da sardinha e artesanal. |
| 3.336 | Trabalho em comunicações NAVIO - TERRA em ligação á rede telefónica pública em serviço automático com Lisboa - Rádio. |
( Recepção)
| 1.653 | Trabalho TERRA - NAVIO do porto de pesca de Olhão. |
| 1.680 | Trabalho TERRA - NAVIO dos portos de pesca de Matosinhos e de Setúbal. |
| 1.689 | Trabalho TERRA - NAVIO do porto de pesca de Peniche. |
| 1.701 | Trabalho TERRA - NAVIO do porto de pesca de Portimão. |
| 1.725 | Trabalho TERRA - NAVIO de São Miguel - Rádio. |
| 1.740 | Trabalho TERRA - NAVIO do porto de pesca de Aveiro. |
| 2.266 | Trabalho NAVIO - NAVIO entre embarcações de sardinha e pesca artesanal da Zona Centro do Continente. |
| 2.335 | Trabalho NAVIO - NAVIO entre embarcações de sardinha e pesca artesanal da Zona Norte do Continente. |
| 2.341 | Trabalho NAVIO - NAVIO entre todas embarcações nacionais. |
| 2.347 | Trabalho NAVIO - NAVIO entre embarcações de sardinha e pesca artesanal da Zona Sul do Continente. |
| 2.353 | Trabalho NAVIO - NAVIO, entre embarcações nacionais que não sejam das pescas de sardinha e artesanal. |
| 2.582 | Trabalho TERRA - NAVIO de Lisboa Rádio. |
| 2.657 | Trabalho TERRA - NAVIO das estações radionavais para segurança, comunicados meteorológicos e avisos aos navegantes. |
| 2.693 | Trabalho TERRA - NAVIO de Lisboa - Rádio (primário). |
| 2.741 | Trabalho TERRA - NAVIO de S. Miguel Rádio (automático). |
| 2.750 | Trabalho TERRA - NAVIO de Faial Rádio (automático). |
| 2.780 | Trabalho TERRA - NAVIO de Lisboa - Rádio. |
| 2.810 | Trabalho TERRA - NAVIO de Madeira Rádio (automático). |
| 2.843 | Trabalho TERRA - NAVIO de Madeira Rádio. |
| 3.601 | Trabalho TERRA - NAVIO de Lisboa - Rádio (automático). |
GMDSS - Global Maritime Distress Safety System
UMA BREVE RESENHA HISTÓRICA:
Até ao século XIX os pedidos de socorro das embarcações baseavam-se em transmissões sonoras,
luminosas ou através da utilização de sinais de bandeiras.
SAMUEL MORSE (1791-1872) foi o inventor do código ao qual foi atribuído o seu nome - CÓDIGO MORSE -.
Quando em 1832 iniciou o projecto de construção do primeiro telégrafo não imaginava, de todo, as dificuldades que teria de enfrentar. Somente em 1860, Napoleão III lhe concedeu o justo reconhecimento pela sua invenção.
Este código representa os diversos caracteres do alfabeto através da combinação de "PONTOS" e "TRAÇOS" correspondendo estes a impulsos eléctricos
com determinada duração e daí resultando sinais acústicos ou luminosos.
Samuel Morse tomou o "PONTO" como a unidade fundamental atribuindo-lhe a duração de 1/25 segundos; por sua vez ao "TRAÇO" fez-lhe corresponder uma duração equivalente a três pontos.
Por sua vez, o espaço entre os sinais que correspondem a uma letra é equivalente a um ponto enquanto que entre duas letras é de três pontos.
Devido fundamentalmente à evolução tecnológica das comunicações, o CÓDIGO MORSE, tem cada vez menos utilização, sendo que ainda hoje, em condições de má propagação, onde a fonia não é de todo possível, os sinais de telegrafia conseguem ser audíveis pelo seu elevado poder de penetração e propagação.
A título de mera curiosidade apresentamos o "ALFABETO MORSE":
| A | • — | K | — • — | U | • • — | 1 | • — — — — |
| B |
— • • • |
L | • — • • | V | • • • — | 2 | • • — — — |
| C | — • — • | M | — — | X | — • • — | 3 | • • • — — |
| D | — • • | N | — • | Y | — • — — | 4 | • • • • — |
| E | • | O | — — — | W | • — — | 5 | • • • • • |
| F | • • — • | P | • — — • | Z | — — • • | 6 | — • • • • |
| G | — — • | Q | — — • — | 7 | — — • • • | ||
| H | • • • • | R | • — • | 8 | — — — • • | ||
| I | • • | S | • • • | 9 | — — — — • | ||
| J | • — — — | T | — | 0 | — — — — — |
Posteriormente, em 1887, o físico alemão HEINRICH HERTZ produziu pela primeira vez ondas electromagnéticas, utilizando um circuito oscilador por ele construído, tendo concluído que aquelas ondas se propagavam à velocidade da luz.
Contudo, em 1895, foi GUGLIELMO MARCONI com a invenção da rádio, que marcou decisivamente o desenvolvimento das telecomunicações a nível mundial
Estava assim aberto o futuro das comunicações em telegrafia sem fios - TSF - cujas comunicações se iniciaram em 1901.
Em 1906 realizou-se a primeira conferência internacional radiotelegráfica, na qual foram adoptadas as letras - SOS - como chamada internacional de socorro em telegrafia.
É na sequência do naufrágio do navio TITANIC que se desenvolvem uma série de
trabalhos e de estudos para a salvaguarda da vida humana e das embarcações no
mar.
Assinada a 30 de Janeiro de 1914 por representantes de várias nações, esta
Conferência - SOLAS (
Safety Of Life At Sea ) - estabeleceu os requisitos mínimos
para as embarcações de passageiros, no que respeita aos equipamentos de
transmissões e de salvação que deveriam passar a existir a bordo.
Anos depois, em 1933, uma segunda Conferência Internacional, também em Londres, teve lugar em 16 de Abril de 1929, na qual já participaram representantes de 18 países, tendo-se alargado as medidas de segurança aos navios mercantes de carga e protecção contra incêndios.
Já em 1948 a
Conferência foi novamente ratificada a aparece pela primeira vez com a
designação de - SOLAS 48 - já com propostas
concretas apresentadas pela França, Inglaterra e Estados Unidos.
Foi também
criada a - "IMCO - Organização Consultiva Marítima Intergovernamental",
posteriormente alterada em 1982 para - "IMO - Organização
Marítima Internacional".
Nova revisão é realizada em 26 de Maio de 1965 aparecendo com a designação de - SOLAS 60 -. Mais recentemente, já em 1974, entrou em vigor o - SOLAS 74 - com introdução de várias alterações nos sistemas de segurança, sendo de realçar a introdução da escuta obrigatória em 2.182 KHz e a introdução do equipamento de VHF.
Desde então, o sistema SOLAS tem vindo a ser revisto periodicamente em cada quatro anos com especial incidência nas seguintes matérias:
Estruturas, estabilidade, motores e
instalações eléctricas;
Protecção contra incêndios;
Salvamento no mar;
Comunicações rádio (instalações,
equipamentos, energia e operadores;
Navios de alta velocidade - navios
nucleares.
Em 1976, a IMO adoptou uma nova convenção relativa à organização internacional de satélites marítimos - INMARSAT - " International Maritime Satelite Organization " e em 1979, foi adoptada a Convenção Internacional de Busca e Salvamento Marítimo - SAR - que deu origem às publicações MERSAR.
Finalmente em Fevereiro de
1999 deu-se um novo incremento nas comunicações marítimas com a implementação do:
"GMDSS
-
Global Maritime Distress Safety System"
cuja fase
de implementação decorreu faseadamente desde Fevereiro de 1992 até Fevereiro de
1999.
Este sistema aplica-se a todos os navios de passageiros e a todos os navios de
carga com TAB superior a 300T e que efectuem viagens internacionais, tendo sido
introduzidas novas técnicas de comunicações:
Chamada selectiva digital: "DSC
- Digital Selective Call" em HF, MF e VHF;
Comunicações em radiotelefonia em HF, MF e
VHF;
Comunicações por radiotelex NBDP nas bandas
de HF e MF;
Sistema NAVTEX;
Comunicações por satélite INMARSAT;
Comunicações por satélite COSPAS /
SARSAT
Comunicações por satélite EGC
2005, É TEMPO DE MUDANÇA ..............." GMDSS "
O GMDSS é um sistema de emergência e
comunicações para embarcações, que substitui o anterior baseado no sistema
manual do Código de Morse na frequência de 500 KHz, a escuta permanente no canal 16 de VHF e
na
frequência de 2.182KHz em MF.
Faz parte integrante da "IMO - International Maritime
Organization" desde 1988 como alteração ao sistema de comunicações em
vigor.
A Convenção "SOLAS 74" embora regulamentasse já diversas obrigações no que respeita à integração de equipamentos, apresentava, contudo, alguns inconvenientes importantes:
O “ GMDSS ” veio permitir que qualquer navio ou embarcação, independentemente da sua localização, tenha asseguradas as comunicações essenciais à sua segurança.

(Através das comunicações rádio funciona o SAR)
Através de equipamento apropriado o sistema tem a vantagem da simplificação das operações de rádio (alertas), da melhoria da busca e salvamento, da localização do pedido de socorro e de um sistema de alerta a nível mundial coordenado em centros de salvamento específicos. Permite também uma rápida disseminação das comunicações de SOCORRO, URGÊNCIA e SEGURANÇA, Avisos aos Navegantes e Informação Meteorológica.
Os equipamentos utilizam um sistema digital de identificação, enviando em cada comunicação o seu MMSI (Maritime Mobile System Identification) que identifica a embarcação.
À partida este sistema apresenta as seguintes vantagens:
Possibilidade de alerta “Navio - Terra” e "Navio - Navio" a nível mundial;
Operação simplificada;
Assegura redundância nas comunicações;
Optimiza o Serviço “SAR” - Save And Rescue
Minimiza as consequências humanas e materiais das emergências no mar;
Elimina a confiança num só operador reduzindo a possibilidade de falha humana;
Automatiza a vigilância.
Para tal, o GMDSS utiliza as seguintes técnicas de comunicação:
Comunicações em FONIA nas bandas de VHF, MF e HF;
O DSC – Digital Selective Call ou “Chamada Selectiva Digital” nas bandas de VHF, MF e HF;
O “NAVTEX”- sistema de recepção automática de radiodifusão telegráfica na frequência de 518 KHz;
O “INMARSAT” – International Maritime Satellite Organization”;
O sistema “COSPAS/SARSAT” que têm por objectivo o estabelecimento de comunicações por satélite a nível mundial, sendo exclusivo para as EPIRB’s.
Como sistema global que é, e com a cobertura mundial que pretende garantir, o GMDSS veio definir e caracterizar áreas geográficas e ainda a estabelecer quais os equipamentos que obrigatoriamente devem existir a bordo das embarcações que naveguem em cada uma dessas áreas.
Assim, o sistema GMDSS convencionou dividir a zona oceânica em quatro áreas distintas:
| A1 | Zona de cobertura das estações costeiras de VHF preparadas para receber DSC (cerca de 20 a 30 milhas de distância da costa) |
| A2 | Zona de cobertura das estações costeiras de VHF preparadas para receber DSC (cerca de 20 a 30 milhas de distância da costa) |
| A3 | Zona distante de terra para além das 200 milhas náuticas. Área de cobertura de estações trabalhando em HF e INMARSAT |
| A4 | Zonas de latitudes superiores a 70º, não cobertas pelas anteriores e tipicamente polares |
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Na costa de
PORTUGAL:
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O equipamento recomendado para existir a bordo, no caso de embarcações de recreio, depende da legislação existente no respectivo País e área de navegação:
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ÁREA |
ALCANCE |
VHF |
MF |
HF |
NAVTEX |
INMARSAT |
EPIRB |
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A1 |
Cobertura de VHF (20 a 30 milhas) |
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A2 |
Cobertura MF (+ 200 milhas) Excepto A1 |
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A3 |
Cobertura INMARSAT (Excepto A1 e A2) |
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A4 |
Zonas Polares (Excepto A1, A2 e A3) |
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O equipamento de radiocomunicações recomendado, relativamente à distância da costa em milhas marítimas será o seguinte:
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Até 30 milhas |
3 a 30 milhas |
30 a 200 milhas |
+ de 200 milhas |
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VHF portátil |
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VHF c/ DSC |
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EPIRB |
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NAVTEX |
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SART |
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MF c/ DSC |
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INMARSAT ou HF c/ DSC |
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Como a implementação total do sistema a nível global é difícil, quase todas as estações continuam a fazer escuta no Canal 16, pelo que, quem ainda não adquiriu esse tipo de equipamento pode, com alguma confiança – embora não por muito tempo! – utilizar o Canal 16 de VHF e a frequência de 2.182 KHz. em MF.
O modo de envio de uma mensagem de socorro varia de acordo com a respectiva área de navegação; assim, em cada uma das áreas definidas, a opção deverá respeitar a ordem seguinte:
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ÁREA 1 |
ÁREA 2 |
ÁREA 2 |
ÁREA 4 |
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VHF DSC no
canal 70 |
MF DSC em
2.182 KHz INMARSAT VHF DSC no canal 70 VHF FONIA no canal 16 EPIRB |
INMARSAT |
HF DSC em 8.414,5 KHZ ou outra frequência de DSC HF DSC em outra frequência para estações costeiras MF DSC em 2.187,5 KHz EPIRB (somente COSPAS-SARSAT) |
SISTEMA GMDSS

1. EPIRB – Emergency Position Indicating Radio Beacon
O objectivo fundamental da EPIRB na
localização de sinistros é a de fornecer a indicação da localização de pessoas
ou embarcações sinistradas, constituindo assim, um dos métodos eficazes do
sistema GMDSS.
Neste sistema, as radiobalizas por
satélite de flutuação livre são obrigatórias a bordo das embarcações.
A utilização da radiobaliza proporciona às autoridades em terra a recepção e localização da fonte de emissão, podendo, em consequência, ser activados de imediato os necessários procedimentos de busca e salvamento. A sua activação não é, de um modo geral, feita a bordo de uma embarcação, mas sim, na água ou já na balsas salva-vidas, podendo ser activadas manual ou automaticamente.
Estão regulamentadas, neste sistema, quatro tipos fundamentais de radiobalizas:
Ø Radiobaliza de VHF no Canal 70 em DSC;
Ø Radiobaliza em 121,5 e 406 MHz do sistema COSPAS-SARSAT;
Ø
Radiobaliza
em 1.646 MHz, por satélite na Banda-L do sistema Inmarsat-E.
Estas radiobalizas efectuam a transmissão de um sinal para os satélites
geostacionários da INMARSAT juntamente com a posição, obtida de um sistema GPS
integrado na própria EPIRB, possibilitando a sua recepção em qualquer lugar do
mundo entre os 70º de Latitude Norte e os 70º de Latitude Sul.
Uma característica a que as radiobalizas devem obedecer é a obrigatoriedade de possuírem uma luz de presença, geralmente do tipo “flash” ou fixa, de modo a possibilitar a sua localização durante a noite. Outras, para utilização oceânica, incorporam adicionalmente um equipamento de posicionamento, geralmente o GPS, e também um respondedor de radar.
As radiobalizas que operam nas frequências de 121,5 MHz e 406 MHz, quando activadas, transmitem um sinal de socorro que é recebido por um satélite na sua órbita polar, o qual retransmite o sinal para uma estação terrestre (LUT), a qual, por sua vez, a converte noutro formato e a envia a um centro de controlo (MCC). Este centro processa a informação e determina a localização da radiobaliza. Finalmente é alertado o centro de coordenação de busca e salvamento (RCC) o qual faz desencadear todas as operações necessárias.
LUT
Actualmente o sistema dispõe de 38 LUT’s operacionais espalhadas por 21 países e outros tantos centros de controlo (RCC).
MODO DE COBERTURA DO SISTEMA "COSPAS - SARSAT"
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Neste sistema são utilizados dois processos para a detecção e localização das radiobalizas:
Ø
MODO
LOCAL
Opera com as radiobalizas na
frequência de 121.5 MHz e com as radiobalizas de 406 MHz, sem possibilidade de
memorização do sinal emitido.
MODO LOCAL EM 121.5 MHz: Nesta frequência e dado que se trata de um sinal analógico, o satélite retransmite o sinal recebido directamente para a LUT em terra. Se essa LUT e a radiobaliza estiverem simultaneamente em linha de vista, o sinal é recebido e processado de imediato. Se não se verificarem estas condições o sinal perde-se não se obtendo, assim, o efeito desejado.
MODO LOCAL EM 406 MHz: Este modo é utilizado por satélites que ainda não têm capacidade de armazenamento da informação digital transmitida pela radiobaliza. Assim, o satélite recebe o alerta de socorro que é retransmitindo em tempo real para uma LUT. Para que o alerta possa ser detectado terão de estar simultaneamente em linha de vista o satélite e a radiobaliza.
Ø
COBERTURA GLOBAL
Opera apenas com radiobalizas
que emitem em 406 MHz e satélites com capacidade de armazenamento de dados. Os
dados armazenados, pese embora fora do alcance de uma LUT, serão retransmitidos
logo que tal se verifique. Normalmente em períodos máximos de 4 horas.
A constelação “Cospas-Sarsat” é constituída 4 por satélites de busca e salvamento, sendo dois em baixa órbita terrestre – LEOSAR – e outros dois em órbita geostacionária – GEOSAR -.
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COBERTURA " GEOSAR ":

Existem três tipos de radiobalizas por satélite utilizados pelo sistema COSPAS-SARSAT:
ü EPIRB
(Emergency Position Indicating Radio Beacon) é uma radiobaliza de
emergência para a indicação da posição e utilizada pelas embarcações;
ü ELT
(Emergency Locator Transmiter) são transmissores de emergência para a
localização, utilizados pelas aeronaves;
ü PLB
(Personal Locator Beacon) são radiobalizas de localização pessoal,
utilizadas em aplicações terrestres.
2. INMARSAT – International Maritime Satellite Organization
É uma organização internacional que tem por objectivo garantir o estabelecimento de comunicações por satélite em qualquer parte do globo terrestre. A principal prioridade desta Organização é dispor de canais dedicados às comunicações de socorro e segurança de pessoas e bens no mar. Desde 1979, ano em que deu início à sua actividade, a INMARSAT assegura as comunicações via satélite nos seguintes modos:
ü FONIA
ü TELEGRAFIA
ü TELEX
ü TELEFAX
ü CORREIO ELECTRÓNICO
ü TRANSFERÊNCIA DE DADOS

As comunicações efectuadas são pagas pelos utilizadores de acordo com os
princípios gerais da ITU, podendo variar consoante a estação utilizada.
A banda de frequências que é utilizada nas comunicações entre as estações dos
navios (MES - MOBILE EARTH STATIONS) e os satélites, é a BANDA-L,
com as seguintes frequências:
è
UPLINK: 1.6 GHz
è
DOWNLINK: 1.5 GHz
A banda de frequências utilizada nas
comunicações entre as estações terrestres (LES – LAND EARTH STATIONS) e
os satélites, é a BANDA-C com as seguintes frequências:
è
UPLINK: 6.4 GHz
è
DOWNLINK: 3.6 GHz
Este segmento terrestre da INMARSAT compreende uma rede mundial de estações
costeiras (CES – COAST EARTH STATION) e (LES
– LAND EARTH STATIONS), as quais debitam a informação para uma rede de
estações de coordenação (NCS – NETWORK COORDINATION STATION) e
estas para o respectivo centro operacional (NOC – NETWORK OPERATIONS
CENTER)
Actualmente a "INMARSAT" oferece os seguintes serviços:
Ø INMARSAT - A Serviço de voz e telex, desde 1979;
Ø INMARSAT - C Serviço de transferência de mensagens;
Ø INMARSAT - M Serviço de voz, fax e dados a baixo custo;
Ø INMARSAT - B Novo serviço digital;
Ø INMARSAT - E Serviço de transmissões das radiobalizas.